segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

MEDITAÇÃO PARA O ADVENTO DO SENHOR

(*) Rev. Derval Dasilio




Há um sonho ainda maior, cheio de poesia: a reconciliação de todos os homens e mulheres, e poderes e sistemas devolvidos a Deus, que os criou. Plenamente, como nos símbolos dos animais selvagens, ferozes, que convivem, comem, pastam, com os animais domésticos e mansos. Não há lugar para a violência e a guerra, nem para as lágrimas e a dor. É tanta paz que um menino pequeno será capaz de pastorear até os animais da selva. Um sinal reunirá todos os povos e raças da terra, reconciliados entre si. Sobre o monte de Deus, onde está Jerusalém, a Sião utópica dos profetas, desce a paz. Ali será o centro da Paz. Neste tempo de Advento, essa tarefa é entregue ao povo de Deus, mais como uma oferta do que uma exigência.

O profeta Isaías gosta de sonhar com o Advento, utopias maravilhosas são o seu forte; voltar ao Paraíso inicial, como nos primeiros capítulos do Gênesis, também, onde Deus governa e o homem administra o universo. Esperamos com impaciência o nascimento do Messias de Deus, que trará justiça, exercerá os direitos reclamados para os despojados, humildes e humilhados, à margem da história: “Digam aos desanimados de coração: – Sejam fortes, não temam! Seu Deus virá, virá com vingança; com divina retribuição virá para salvá-los. Então os olhos dos cegos se abrirão e os ouvidos dos surdos se destaparão. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto” (Is 35.4-6). Hoje, porém, “A vil miséria insulta os céus” (João Dias de Araújo).

(*) Derval Dasilio é pastor e teólogo presbiteriano e colabora com Calendário Litúrgico - Liturgia Reformada.

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