sexta-feira, 17 de novembro de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 24º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (33º DO TEMPO COMUM), 19 DE NOVEMBRO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.


Parábola dos Talentos


Antigo Testamento: Juízes 4.1-7

Salmo 123 ou Sofonias 1.7,12-18 ou Salmo 90.1-8,(9-11),12

Epístola: 1Tessalonicenses 5.1-11

Evangelho: Mateus 25.14-30


"POR ISSO, FIQUEI COM MEDO, E ESCONDI O TEU TALENTO NO CHÃO. AQUI TENS O QUE TE PERTENCE." (Mateus 25.25)

(*) Para a teologia integral, todos os dons a serviço da vida e da humanidade são outorgados por Deus. O Criador iniciou a sua obra e nos escolheu para continuar na sua conclusão. Isso pode ser percebido quando, já no Jardim do Éden, o Pai de Amor nos dá uma série de tarefas para com a natureza, a fauna e a flora, e os outros seres humanos. Na vida moderna, muitos são esses dons. Sem dúvida, eles não estão enclausurados aos talentos direcionados aos trabalhos eclesiásticos, como pregação, ensino, música e afins. Os serviços paralelos na igreja também são, hoje, considerados dons necessários ao serviço para o Reino de Deus, a saber, uma limpeza do templo, uma confecção de materiais a serem utilizados no culto, uma recepção de visitantes, um preparo de boletins e escritos, aulas, organização de cozinha etc. Paralelo a isso, incluímos os serviços que a igreja oferece a toda a comunidade que a cerca. Hoje mesmo, com o processo de globalização, facilitado pela internet, e o incentivo à interdisciplinaridade, vemos como úteis para a ação de serviço aos que necessitam: psicólogos, médicos, assistentes sociais, motoristas, enfermeiros, professores, entre outros. No fim das contas, chegamos aos profissionais de toda monta, toda mesmo. Se você foi levado a buscar orientação para trabalhar com turismo, biblioteconomia, edição de textos, educador físico, psiquiatra, gari, eletricista, mecânico, advogado, engenheiro etc. etc. etc., faça isso com todo o amor, dedicação, seriedade e considerando a necessidade do outro, não somente o acúmulo selvagem de bens. Afinal, muita gente pensa que seu trabalho somente serve para seu sustento ou para ficar rico. Quando é assim, o "cliente" somente é alguém que vai lhe trazer um numerário. Assim, perde-se a humanidade. Esconder talento é receber de Deus a possibilidade de multiplicar o que Deus lhe deu. Não... você não recebeu um dom de Deus só quando resolver "aceitar um chamado" para ser pregador, dirigente de louvor, professor de escola dominical, regente de coral ou qualquer tarefa da igreja. Seu trabalho neste mundo é dom de Deus. Ele não pode ficar escondido. Quem não sente um incômodo por não estar fazendo aquilo para o que sabe que tem dom ou foi preparado para tal? Se não sente, está enterrando o talento. Afinal, é bom lembrar que seremos cobrados pelo uso desses dons. Sejamos servos do Reino de Amor para tantos que precisam daquilo que Deus nos deu. 

Acti Labores Iucundi!


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Imagem: Parábola dos Talentos. Xilogravura encontrada no livro Historiae Celebriores Veteris Testamenti Iconibus Representatae.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 23º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (32º DO TEMPO COMUM), 12 DE NOVEMBRO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.



Parábola das dez virgens


Antigo Testamento: Josué 24.1-3a,14-25

Salmo 78.1-7 ou Amós 5.18-24 ou Salmo 70

Epístola: 1Tessalonicenses 4.13-18

Evangelho: Mateus 25.1-13


"PORTANTO, FIQUEM VIGIANDO, POIS VOCÊS NÃO SABEM QUAL SERÁ O DIA, NEM A HORA." (Mateus 25.13)

(*) O caminho da vida é assim: cuidar de preparar-se a cada momento. Não aproveitar para se preparar é imprudência consigo mesmo. É ser "sem juízo", como diz a Palavra. A história pode lembrar a famosa fábula da cigarra e da formiga. Sem o olhar acurado para a vida e as suas necessidades emergentes, cuidando somente de seu momento, muitos de prazer momentâneo, pode ter o custo de perdê-la. No caso do cristão, a lição mostra que se deve estar preparado para o encontro com o noivo: nosso Senhor e nosso Mestre. Jesus passou a sua vida demonstrando a nós a fórmula para chegar ao Reino do Pai de Amor. Com suas palavras e seus exemplos, ele nos direciona e pede que estejamos atentos a cada situação na vida. Aquelas virgens sem juízo, quando perceberam o momento de se cuidarem, já precisaram se afastar na hora crucial: a glória do encontro com o noivo: a boda, a realização do sonho daquelas que se preparavam para a vida com o Senhor de suas vidas. Pode ser muito tarde acordar para cuidar da sua própria vida, preparar-se para o momento especial. A parábola mostra que não podemos deixar para a última hora, afinal, nem sabemos realmente quando será a hora, quando será o momento de nos depararmos com situações decisivas na nossa vida. Isso pode nos fazer encarar a realidade da nossa própria existência: aquela parte que mais nos desagrada e tentamos maquiar com situações em que aliviamos a carga, em que damos ouvidos somente aos nossos desejos momentâneos ou em que negligenciamos o esforço para atendermos a orientação de Jesus. Que estejamos prontos para que o nosso Salvador nos conheça sempre.

Vos Estis Lux Mundi!


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Imagem: Parábola das dez virgens (1616), de Heronymus Franck II, no Museu Hermitage, em São Petersburgo/Rússia.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PROMOÇÃO DO LIVRO
"A LITURGIA REFORMADA"
NO SITE DA EDITORA MULTIFOCO. PASSA LÁ:





"Quando estamos diante de um livro que traduz uma experiência de fé, vislumbramos a possibilidade de esclarecer nossa própria experiência e renovar a compreensão sobre o quanto saber e viver estão intimamente ligados. Aliás é uma herança da Reforma Protestante a intimidade entre saber e viver a fé. O livro A Liturgia Reformada é mais que oportuno, pois é uma necessidade para estudantes de teologia, professores de liturgia, ministros do culto e todos aqueles que querem compreender o genuíno culto que prestamos a Deus em nossas igrejas."

(Rev. Oswaldo Molarino - pastor presbiteriano)


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 22º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (31º DO TEMPO COMUM), 5 DE NOVEMBRO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.



Jesus entre os doutores


Antigo Testamento: Josué 3.7-17

Salmo 107.1-7,33-37 ou Miqueias 3.5-12 ou Salmo 43

Epístola: 1Tessalonicenses 2.9-13

Evangelho: Mateus 23.1-12


"AMARRAM FARDOS PESADOS E OS PÕEM NAS COSTAS DOS OUTROS, MAS ELES MESMOS NÃO OS AJUDAM, NEM AO MENOS COM UM DEDO, A CARREGAR ESSES FARDOS." (Mateus 23.4)

(*) Para ser bem simples na compreensão dessa perícope: Jesus Cristo critica não somente a falta de ajuda que os "mestres da Lei" dispensam àqueles que os procuram, mas também a imensa carga que criam para colocar nas costas dos outros. Pensemos, então: será que hoje há líderes (que, inclusive, fazem questão de seus títulos - muitas vezes adquiridos de forma duvidosa) que impõem um fardo injusto aos fiéis e, além disso, não os ajudam a suportar essa carga ou mesmo deixá-la para trás? A resposta, evidentemente, é sim. Sem dúvida, sabemos (e percebemos pelas palavras de Jesus há quase 2 milênios) que o problema não é de hoje. Pessoas há que se valem da simplicidade do povo, da sua submissão à Lei sem questionamentos e reflexão, bem como de seu medo de condenações advindas daqueles que deveriam ser veículo de refrigério para a alma. O que Jesus quer orientar com suas palavras é que os ensinamentos baseados na Palavra de Deus devem ser, sim, colocados em prática na nossa vida. Todavia, muitas vezes, os que ensinam, além de não os praticar, também inventam mais carga e somente cobram, sem ajudar a superar o problema. O caminho é ouvir todos aqueles que nos orientam, mas comparar suas palavras somente com a Sagrada Escritura, especialmente as orientações de Jesus no seu todo. Não devemos, também, nos deixarmos atingir por alguma atitude ou palavra do líder que orienta que venha a macular o ensinamento. Sabemos que todos somos humanos e sujeitos ao pecado e ao erro. É a condição humana inerente a cada criatura. Todos necessitamos da misericórdia de Deus e da solidariedade de irmãos e irmãs. Não carregue peso e busque companheirismo naqueles que partilham a fé em Deus consigo, bem como na liderança amorosa: aquela que serve (v. 11).

Lex Mala, Lex Nulla!


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Imagem: Jesus entre os doutores, (Albrecht Dürer - Museu Thyssen-Bornemisza, Madri).

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 21º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (30º DO TEMPO COMUM)

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 21º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (30º DO TEMPO COMUM), 29 DE OUTUBRO DE 2017, ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.

Antigo Testamento: Deuteronômio 34.1-12
Salmo 90.1-6, 13-17; ou Levítico 19.1-2, 15-18; ou Salmo 1
Epístola: 1 Tessalonicenses 2.1-8
Evangelho: Mateus 22.34-46

"QUAL É O MAIS IMPORTANTE DOS MANDAMENTOS DA LEI?" (*)


A resposta de Jesus foi simples: o grande mandamento é o amor. Mas, simples não significa fácil. Toda a lei e os profetas são resumidos em amor; amor a Deus e amor ao próximo. No entanto, quem entre nós ama assim? A lei é simples, sempre é, mas isso não significa que nós podemos cumpri-la. Enquanto nós continuemos a pensar que amar a Deus e ao próximo depende da nossa própria força, e nossa virtude, vamos continuar na mesma situação que os fariseus, saduceus e doutores da lei.
Depois de responder a pergunta sobre o maior mandamento, o próprio Jesus fez uma pergunta: "O que vocês pensam sobre o Messias?" O cumprimento da lei é impossível para nós mesmos, a lei revela nosso pecado, nossa carência, nossa falta de amor. É somente por graça, através da fé em Cristo, que Deus nos dá a virtude de seu Espírito Santo para amar. Por meio de Cristo, em Cristo e com Cristo, o amor de Deus é derramado em nossos corações.
O que a lei, sempre justa e boa, não pode fazer por causa de nossa fraqueza, o Evangelho nos dá por pura graça. "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.”Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: “Ame os outros como você ama a você mesmo." O grande mandamento da lei é o amor, sim, mas somos incapazes de amar como a lei exige. Somente Cristo pode transformar-nos para receber, compartilhar e multiplicar o amor que é ele mesmo em nós, conosco, e através de nós.

"Ubi caritas et amor, Deus ibi est."

(*) Rev. Andrés Omar Ayala
Twitter: @andres_rdr

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 20º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (29º DO TEMPO COMUM), 22 DE OUTUBRO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.



Dinheiro de César


Antigo Testamento: Êxodo 33.12-23

Salmo 99 ou Isaías 45.1-7 ou Salmo 96.1-9,(10-13)

Epístola: 1Tessalonicenses 1.1-10

Evangelho: Mateus 22.15-22


"JESUS PERCEBEU A MALDADE DELES, E DISSE: 'HIPÓCRITAS! POR QUE VOCÊS ME TENTAM?'." (Mateus 22.18)

(*) Frequentemente somos alertados com relação a julgamento. Em outras ocasiões, somos lembrados de que é necessário ajudar a qualquer um sem restrição. Sempre me lembro de que nossas ações e planejamentos devem estar de acordo com o que falou e fez Jesus Cristo. De fato, nosso Mestre era cheio de amor. Entretanto, em muitas ocasiões, ele fez seus julgamentos e direcionou seu amor àqueles que realmente precisavam ou compreendiam. Pelo menos com relação ao trato desleixado com a casa de Deus e na relação com o próximo (aliás, lembra-nos os dois mandamentos que ele nos apontou resumindo todos os outros: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo), Jesus Cristo se irritou e falou bem rispidamente com as pessoas que agiram assim. É claro que todos se lembram do episódio de Jesus atacando com ira os mercadores do templo. No caso do trecho do Evangelho comentado aqui, temos a detecção de gente hipócrita lhe fazendo perguntas não para querer saber, mas para colocá-lo em maus lençóis. Jesus confronta a maldade de coração e acusa, mas não deixa de responder. Com sua atitude, aprendemos que devemos combater, sim, o desleixo para com o serviço na casa de Deus, bem como a forma desrespeitosa e desumana de tratar as pessoas. Sendo assim, devemos estar alertas para a mensagem de que o mal e as pessoas más sabem do nosso mandamento de amar e demonstrar serenidade e compaixão. Todavia, também somos orientados a estar prontos a apontar a maldade que tenta se apropriar de Deus ou tirar a dignidade do próximo.

Pacem In Terris!


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Imagem: Dinheiro de César - (1600-40), por Rubens, no Fine Arts Museums of San Francisco, California/EUA.

Ordem Litúrgica para a Comemoração da Reforma Protestante

Ordem para o Ofício Divino (*)
Comemoração da Reforma Protestante
1517 - 500 anos - 2017


Cor Litúrgica: VERMELHO
(L): Liturgista
(C): Congregação
(T): Todos

Início |
(L) Em nome do Pai +, do Filho e do Espírito Santo.
(T) Amen.
(L) Senhor, eu te louvarei para sempre pelo bem que você fez por mim.
(C): Espero em seu nome, porque é bom, na presença de seus santos.
(L) Glória ao Pai; Glória ao Filho; Gloria ao Espírito, agora e para sempre.
(T) Amen.

Hino Congregacional "Castelo forte é nosso Deus"

Salmo Antifonal 119: 1-16
(L) Felizes são os que não podem ser acusados de nada, que vivem de acordo com a lei de Deus, o SENHOR!
(C) Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!
(L) Felizes os que não praticam o mal, os que andam nos caminhos de Deus!
(C) Tu, ó Deus, nos deste as tuas leis e mandaste que as cumpríssemos fielmente.
(L) Como desejo obedecer às tuas ordens e cumpri-las com fidelidade!
(C) Se eu der atenção a todos os teus mandamentos, não passarei vergonha.
(L) Com um coração sincero eu te louvarei à medida que for aprendendo os teus justos ensinamentos.
(C) Obedecerei às tuas leis; peço-te que não me abandones nunca.
(L) Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos.
(C) Eu procuro te servir de todo o coração; não deixes que eu me desvie dos teus mandamentos.
(L) Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti.
(C) Eu te louvo, ó SENHOR Deus! Ensina-me as tuas leis.
(L) Costumo repetir em voz alta todas as ordens que tens dado.
(C) Fico mais alegre em seguir os teus mandamentos do que em ser muito rico.
(L) Estudo as tuas leis e examino os teus ensinamentos.
(C) As tuas leis são o meu prazer; não esqueço a tua palavra.

Doxologia
A Deus supremo Criador,
Vós, anjos e homens, dai louvor;
A Deus, o Filho, a Deus, o Pai,
A Deus, Espírito, glória dai. 
Amém.

Oração

Leitura: Apocalipse 14.6-7
Evangelho: Mateus 11.12-15

Sermão

Cântico congregacional (e ofertorio)

Oração geral

Pai Nosso

Bênção

Oração silenciosa
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(*) Rev. Dr. Andrés Omar Ayala
Twitter: @andres_rdr