terça-feira, 18 de julho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (16º DO TEMPO COMUM), 23 DE JULHO DE 2017, ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.

Antigo Testamento: Gênesis 28.10-19a
Salmo 139.1-12, 23-24 ou Isaias 44.6-8 ou Salmo 86.11-17
Epístola: Romanos 8.12-25
Evangelho: Mateus 13.24-30, 36-43


"DEIXEM O TRIGO E O JOIO CRESCEREM JUNTOS ATÉ O TEMPO DA COLHEITA." (*)

Não importa para onde a gente olha, por todas partes vemos a corrupção, e somos testemunhas de como os maus prevalecem e prosperam. O mundo em que vivemos nos deixa perplexos. Se Deus é bom, e ele é soberano, por que não faz nada? "Porque, quando vocês forem tirar o joio, poderão arrancar também o trigo."
Se prestarmos atenção, Jesus não diz que o trigo e joio crescerão juntos na igreja, mas no mundo. "O campo é o mundo." As filhas e os filhos do reino são a boa semente, plantada no mundo para produzir bons frutos. Quando o Senhor orou pelos crentes de todas as épocas, ele rogou ao Pai: "Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno."
Não é por causa da nossa piedade, nossa moralidade ou nosso ativismo que vamos nos opor à corrupção que prevalece, mas por meio da fé, da esperança e do amor. Deus não nos enviou para "mudar o mundo", mas para ser suas testemunhas. É difícil esperar a intervenção divina, no entanto é nisso que reside a fé; esperar em sua promessa. "Então o povo de Deus brilhará como o sol no Reino do seu Pai. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam."

In toto corde meo exquisivi te non repellas me a mandatis tuis.

(*) Rev. Andrés Omar Ayala
@andres_rdr

quinta-feira, 13 de julho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA 6º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (15º DO TEMPO COMUM), 16 DE JULHO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.



Semeador


Antigo Testamento: Gênesis 25.19-34

Salmo 119.105-112 ou Isaías 55.10-13 ou Salmo 65 (1-8), 9-13

Epístola: Romanos 8.1-11

Evangelho: Mateus 13.1-9, 18-23


"OUÇAM, PORTANTO, O QUE A PARÁBOLA DO SEMEADOR QUER DIZER." (Mateus 13.18)

(*) Notem que Jesus Cristo tem uma ação de compreensão da capacidade do ser humano. Ele fala por parábolas com o povo comum. Ele precisa ter certeza de que as pessoas podem entender o que está dizendo. A parábola do semeador é contada diante da multidão. Eram pessoas simples que tinham sede de ouvi-lo falar. A maioria era formada por agricultores, que poderiam entender o que ele dizia com relação às sementes e o terreno em que elas foram deitadas. Com essa história, eles conseguiriam fazer a ligação do tema com a sua moral. Os discípulos, por sua vez, foram estranhar com ele a forma como falava. Jesus explicou que aquela gente não tinha o dom de entender as coisas do Reino de Amor, como eles tinham. A capacidade, o dom, a experiência eram especiais. Era importante que o Mestre considerasse essa diferença. Em seguida, ele aprofundou a explicação somente àqueles para quem ele tinha certeza de que tudo faria sentido, e não causaria estranhamento. Assim é a nossa vida de fé e de aprofundamento no conhecimento da Palavra e do próprio Deus. Para crianças, contam-se histórias, para que compreendam a realidade da vida. Mais tarde, elas conhecem por experiência, por relatos mais reais e por exemplos. Jesus Cristo mostra que é necessário que busquemos essa maturidade na vida de fé. Nessa pequena história, onde você gostaria de estar? No meio da multidão, de pé na praia, ouvindo uma breve história como um conto? Ou ao lado do Mestre, ouvindo-o falar aprofundadamente sobre os mistérios do Reino e de suas maravilhas? A decisão nem sempre é sua, mas, sabedor dessa realidade, o que você escolheria? É necessário crescermos no mundo da fé e buscarmos alimento sólido, dando consistência ao nosso conhecimento de Deus e do Reino de Amor.

Quaeritur Primum Regnum Dei!


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Imagem: Semeador,  Van Gogh, 1888, Rijksmuseum Kröller-Müller, Otterlo, Holanda.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 5º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 5º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (14º DO TEMPO COMUM), 9 DE JULHO DE 2017, ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.


Antigo Testamento: Gênesis 24.34-38, 42-49, 58-67
Salmo 45.10-17 ou Cânticos 2.8-13 ou Zacarias 9.9-12 ou Salmo 145.8-14
Epístola: Romanos 7.15-25a
Evangelho: Mateus 11.16-19, 25-30

"NÓS TOCAMOS MÚSICAS DE CASAMENTO, MAS VOCÊS NÃO DANÇARAM! CANTAMOS MÚSICAS DE SEPULTAMENTO, MAS VOCÊS NÃO CHORARAM!

Os seres humanos somos, por natureza, difíceis de agradar. Se temos algo branco, queremos algo preto; se nos oferecem alguma coisa fria, nós queremos que ela seja quente. Da mesma forma é que nós recebemos a mensagem do Evangelho: se para nós é muito exigente, queremos adaptá-lo aos nossos desejos; se, em vez, anuncia um amor ilimitado, então queremos restringi-lo e nos tornar juízes dos propósitos divinos.
Os líderes judeus, e o povo que os seguiam não eram muito diferentes. Para eles, João tinha sido muito rigoroso e exigente, denunciando sem medo o pecado e chamando a um arrependimento sincero. Depois, veio Jesus anunciando a graça incondicional de Deus, o amor e a reconciliação, e foi considerado demasiado mole, amigo dos pecadores e prostitutas. "Porém é pelos seus resultados que a sabedoria de Deus mostra que é verdadeira."
O Evangelho não é uma mensagem para aqueles que se consideram auto-suficientes, saciados e sábios aos seus próprios olhos. Para essas pessoas, João e as duras exigências da lei divina são uma coisa fácil. Para essas pessoas, Jesus e seu amor infalível são desnecessários. A boa notícia da graça e do perdão é para os que se reconhecem pecadores, pobres e depojados; a essas pessoas chama Cristo e lhes anuncia:"Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso."
" O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é." Mateus 11.27

Gaudete in Domino!

(*) Rev. Andrés Omar Ayala
@andres_rdr

sexta-feira, 30 de junho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA 4º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (13º DO TEMPO COMUM), 2 DE JUlHO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.


Pastor e ovelhas


Antigo Testamento: Gênesis 22.1-14

Salmo 13 ou Jeremias 28.5-9 ou Salmo 89.1-4,15-18

Epístola: Romanos 6.12-23

Evangelho: Mateus 10.40-42


"QUEM RECEBE A VOCÊS, RECEBE A MIM; E QUEM ME RECEBE, RECEBE AQUELE QUE ME ENVIOU." (Mateus 10.40)

(*) Ao longo da Páscoa e neste início do segundo período do Tempo Comum, estamos recebendo com contundência as mensagens de Jesus Cristo deixando claro que somente por ele poderemos compreender a natureza do Pai, dentro da nossa limitação humana. Nesta pequena perícope, o nosso Mestre nos aponta a direção para recebermos o Pai de Amor: receber os enviados de Cristo. O segredo, nesse caso, é ter a convicção de que os enviados são, realmente, comissionados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo. Para isso, é importante confrontarmos suas palavras e atitudes com a própria Sagrada Escritura, que mostra as ações, as orientações, as palavras e os mandamentos do Salvador. Com isso, poderemos receber a Deus. Isso é feito, antes de tudo, recebendo sua Palavra, com a imprescindível orientação de Jesus. Notemos que receber um profeta, um justo e até mesmo oferecer um simples copo d'água, somente por reconhecê-los como discípulos de Jesus, é motivo de recompensa. A chave para isso tudo é Jesus Cristo. Nunca podemos abrir mão dessa compreensão. Jesus é a medida de toda a Palavra. Jesus é aquele que deve nortear a atitude de profetas e de justos. Somente por ele poderemos saber qual é a nossa compreensão de toda a Bíblia e também teremos a noção do que representa o Todo-Amor para nós. Devemos nos esvaziar de nós mesmos para que estejamos cheios de Jesus Cristo, só assim poderemos ser portadores de sua mensagem e seremos dignos de realizar sua missão. É importante compreender, também, que a missão não é nossa, mas dele mesmo. Ele é o Salvador.

Iesus Hominum Salvator!


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Imagem: Pastor e ovelhas (Camille Pissarro - 1888).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA O 3º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (12º DO TEMPO COMUM), 25 DE JUNHO DE 2017, ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.

Antigo Testamento: Gênesis 21.8-21

Salmo 86.1-10, 16-17 ou Jeremias 20.7-13 ou Salmo 69.7-10, (11-15), 16-18

Epístola: Romanos 6.1b-11

Evangelho: Mateus 10.24-39


"NENHUM ALUNO É MAIS IMPORTANTE DO QUE O SEU PROFESSOR, E NENHUM EMPREGADO É MAIS IMPORTANTE DO QUE O SEU PATRÃO." - Mateus 10.24

Os apóstolos, assim como nós hoje, pensavam que a evidência da aprovação e da bênção divina era uma vida tranquila, livre de problemas e cheia de bens materiais. É natural considerar bom o que é bom para nós, e ruim o que é contrário aos nossos desejos e interesses. Quando falamos das bênçãos de Deus, geralmente nos referimos às nossas realizações, ao nosso progresso e à nossa saúde. No entanto, Jesus desmantelou as ilusões dos apóstolos, e as nossas também, quando lembrou que "nenhum aluno é mais importante do que o seu professor, e nenhum empregado é mais importante do que o seu patrão."
Certamente um dos ensinamentos menos populares para o mundo evangélico é a vida dos cristãos sob a Cruz. A teologia e a glória da mensagem do evangelho é a Cruz, e a Cruz deve ser o foco da forma e do conteúdo da mensagem cristã. Deus é conhecido e encontrado apenas na Cruz, o ser humano deve ser negado em todas as suas obras e humilhado e derrubado na terra pela Cruz. Na vida da cruz, somos unidos à Cruz de Cristo. A Cruz é o que determina a pureza do conteúdo da mensagem do evangelio, o que nos leva à reverência, o que nos faz depender apenas em Deus, e o que torna a Palavra eficaz para as nossas vidas.
A cruz dos crentes não pode ser separada da Cruz de Cristo, o objetivo da mensagem da Cruz é a crucifixão do velho Adão. Onde quer que o Evangelho seja pregado, deve necessariamente ter cruzes e sofrimento, para a remoção do orgulho humano e o anúncio da salvação. Nosso orgulho nos leva a confiar em nós mesmos e esperar bênçãos e prosperidade como prova do favor divino. Em contraste, o verdadeiro discípulo de Cristo sabe que ele tem de suportar a Cruz, como Cristo fez, e essa Cruz dar-lhe-á a certeza da sua salvação em Cristo.
"Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe." Lucas 9.23

Crux Christi Vera Theologia Est.

(*) Rev. Andrés Omar Ayala
@andres_rdr

segunda-feira, 19 de junho de 2017

G R A T I D Ã O*


A imagem pode conter: nuvem, céu e texto

"Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Jesus Cristo."  (1Tessalonicenses 5.18)

O dicionário define gratidão como o sentimento pelo qual nos sentimos forçados a reconhecer um favor recebido. Seja como um simples gesto de boas maneiras, ou como um verdadeiro apreço pelo favor recebido, dar graças é uma atitude digna e reconhecida, poderíamos dizer uma virtude.

Seja que acreditemos ou não, a genuína gratidão é um dos pilares fundamentais de uma espiritualidade robusta. O apóstolo Paulo nos diz que é vontade de Deus que demos graças em todas as circunstâncias. Será que ouvimos bem? Em tudo? De fato, em tudo! Isso significa ver absolutamente tudo em nossas vidas como um favor e dar graças a Deus.

Em boas circunstâncias, parece fácil, mas nem sempre tudo vai bem. Na prosperidade é muito comum pensar que tudo o que desfrutamos é o fruto de nós mesmos, das nossas forças. Por outro lado, qualquer ser humano normal hesitaria em chamar favor de Deus os contratempos e dificuldades. Mas isso é exatamente o que o apóstolo diz, na luz ou na sombra, na alegria ou na tristeza, no riso ou no choro, devemos dar graças a Deus. 

A gratidão nos leva a reconhecer que não estamos sozinhos, que não podemos tudo por nós mesmos. Agradecemos aquilo que temos recebido. A ação de graças é abertura a depender de outro, é um ato de amor.

Quem pensa que pode tudo sozinho não dá graças, pensa que tudo merece; e se as coisas não saem como deseja, reclama. A gratidão é humildade e carinho.

Os filhos de Deus "sabemos que aqueles que amam a Deus, todas as coisas lhes cooperam para o bem, isto é, os que segundo o seu propósito são chamados ". (Romanos 8.28) Por isso damos graças em todas as circunstâncias, em todos os momentos.

"Ó SENHOR Deus, que todo o meu ser te louve! Que eu louve o Santo Deus com todas as minhas forças! Que todo o meu ser louve o SENHOR, e que eu não esqueça nenhuma das suas bênçãos!" (Salmo 103.1-2)


* Rev. Andrés Omar Ayala



quarta-feira, 14 de junho de 2017

LEITURAS DO LECIONÁRIO REFORMADO PARA 2º DOMINGO APÓS PENTECOSTES (11º DO tEMPO cOMUM), 18 DE JUNHO DE 2017ANO A, COR LITÚRGICA: VERDE.



Jesus e os discípulos


Antigo Testamento: Gênesis 18.1-15, (21.1-7)

Salmo 116.1-2,12-19 ou Êxodo 19.2-8a ou Salmo 100

Epístola: Romanos 5.1-8

Evangelho: Mateus 9.35 - 10.8 (9-23)


"VÃO PRIMEIRO ÀS OVELHAS PERDIDAS(*) DA CASA DE ISRAEL." (Mateus 10.6)

(*) Hoje, creio que a missão de Jesus Cristo deve estar focalizada em uma situação muito específica: recobrar aos próprios cristãos que a base de sua fé deve ser o próprio Cristo, suas palavras, seus exemplos e sua obra. Ainda temos muita gente que se desviou da verdadeira mensagem do Mestre. Há, portanto, aqueles que se converteram a uma mensagem equivocada e, muitas vezes, diametralmente diferente daquilo que o Salvador nos ensinou. Essa missão e esse desafio são difíceis, mas igualmente importantes e necessários. Se continuarmos a pregar uma mensagem de ódio, de valor somente a leis, de expansão única e exclusivamente de instituições e de paredes, estaremos a cada dia nos distanciando da mensagem de amor e de salvação que Jesus nos trouxe. O fim dessa perícope do Evangelho é ainda mais desafiador e nos mostra a distância abissal que estamos do desejo do nosso Senhor: "Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, deem também de graça!". A base de libertar as pessoas de seus pesos está bastante distante daquela que traz as pessoas para seu jugo e coloca nelas outra cangalha muitas vezes pior do que aquela que a pessoa carregava. "Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos" são recomendações que nos iluminam para hoje. Precisamos nos lembrar das recomendações de Jesus, para que nosso caminho não esbarre nas trevas ou não percamos tempo, por termos coisas mais importantes a fazer, sob pena de estragar toda a Missão, que nem é nossa, mas do próprio Cristo. O que devemos ter em mente, neste início do segundo período do tempo comum, marcado pelo pós-Pentecostes, é que Jesus aponta para uma ação importantíssima: estar no meio das pessoas, conhecê-las, saber de suas reais necessidades, sem deixar de olhar para o Reino de Deus e da preparação de um lugar de compartilhamento de paz, amor, solidariedade e proximidade com Deus. Sendo assim, o que Jesus oferece é compaixão de pessoas que estão cansadas de sua condição, estão mais próximas da morte que da vida. Jesus é a vida. É a partir dele que nossa condição muda. Por isso, neste domingo, aprendemos que é necessário modificar a visão equivocada de muitos que estão convencidos de que seguem a Cristo, mas têm atitudes diferentes do que o Mestre ensina. É necessário voltar a Ele. É importante reaprender com ele. É preciso que busquemos os que estão dentro da "casa de Israel" e mostremos que somente por Jesus Cristo chegaremos a Deus e ao seu Reino de Amor.

Ego Sum Pastor Bonus!

Publicado toda quinta-feira (ou perto disso) por aqui e no Twitter @revsandroxavier.


Imagem: Duccio.