segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LOUVOR É MAIS QUE MÚSICA
Luciano Paes Landim*

É bom enfatizar que louvar é uma coisa, tocar é outra. Você pode ser o mais perfeito músico do planeta, mas, se não houver louvor, Deus não aceita suas canções. É verdade que o louvor pode conter música, mas nem sempre a música contém louvor. Louvor é mais que música. A música é algo que pode ser usado no louvor, porém, o louvor não é limitado à música. Isso significa que o músico deve ser um adorador na vida antes de se colocar frente ao povo de Deus. Louvar a Deus significa reconhecê-lo, agradecê-lo e exaltá-lo. E isso deve ser feito por meio de uma vida piedosa, santa, obediente e temente a Deus.

Louvamos a Deus por intermédio da música, mas também louvamos a Deus por meio da oração, da leitura e da pregação da Palavra, do jejum, da santificação, da família, da alimentação, do lazer, do trabalho, do estudo, etc. (1Co 10.31). O louvor a Deus não se limita apenas a cantar. Ele abrange muito mais. É um estilo de vida fundamentado nas Escrituras, em que o Senhor é glorificado não somente pelo que cantamos, mas também por ações, atitudes e comportamentos, ou seja, é servir, amar, doar, vigiar, trabalhar, etc. O cristão que não é um bom funcionário onde trabalha, não está louvando a Deus. O cristão que é aluno, porém, não é um bom aluno (comporta-se mal), não está louvando a Deus. Cristão que gasta o dinheiro compulsivamente não está louvando a Deus, mas ao dinheiro. Tudo isso é consequência de uma interpretação deficiente e distorcida que se faz das Escrituras, pela qual muitos criam uma visão dualista da fé, em que trabalho e faculdade é secular, e igreja é sagrada. Entretanto, para o cristão, tudo é sagrado. Trabalhar, estudar, divertir-se, administrar corretamente o dinheiro, exercitar-se, cantar, orar, pregar, jejuar etc. é sagrado. Nesse contexto dualista de mundo, canta-se muito, mas louva-se pouco.

Portanto, o louvor por intermédio da música é reverente e envolve quebrantamento e prostração. Não é uma “adoração extravagante”, como está em moda em nosso país. A adoração bíblica é em espírito e em verdade (Jo 4.24). Até mesmo porque a palavra “extravagante” significa “delirante, aloucada, esdrúxula, esquisita, excêntrica e insensata”. A adoração e o louvor na Bíblia exprimem “prostração, reverência, temor, amor, devoção, exclusividade a Deus”. Louvar a Deus é muito mais que cantar apaixonadamente. É glorificar ao Senhor com uma vida honesta e pura.

Nos laços do Calvário que nos une, Luciano Paes Landim.

Trecho extraído do livro Louvor é mais que música, SAEM Publicações.

(*) O Rev. Luciano é colaborador de Calendário Litúrgico - Liturgia Reformada e autor de Louvor é mais que música.

(**) Imagem: Marcos Brescovici.

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